terça-feira, 7 de maio de 2013

INTOLERÂNCIA ALIMENTAR: TIRE SUAS DÚVIDAS COM OS NUTRICIONISTAS


Selecionamos as principais dúvidas sobre a intolerância alimentar que foram respondidas por nutricionistas, para que você não perca o prazer de fazer boas refeições.


O problema pode ser confundido com alergia

Reações físicas à comida são comuns. Quase sempre trata-se de intolerância, e não de alergia. Mas, como têm sintomas semelhantes, há confusão entre os males, o que pode atrasar o diagnóstico. Alergia é a resposta imunológica do organismo ao reconhecer algo que julga prejudicial e digno de combate. A intensidade independe da quantidade de substância "inimiga" ingerida. Resulta em coceira na pele, na garganta e nos olhos e inchaço no rosto, entre outros sintomas. Já a intolerância, segundo a médica Ariana Yang, do Ambulatório de Alergia Alimentar do Hospital das Clínicas de São Paulo, é a incapacidade de metabolizar um alimento por deficiência ou ausência da enzima necessária para isso. Nesse caso, quanto mais comer o que faz mal, pior.


Não se trata de uma doença grave

Diferentemente da alergia, que pode levar a reações sérias e fatais - a exemplo do edema de glote, inchaço que faz cessar a respiração -, a intolerância não é perigosa. Causa desconfortos digestivos, como cólicas, gases, diarreias e náuseas. Os sintomas podem surgir horas ou até dias após o consumo da substância intolerada. A intensidade do quadro depende não só da quantidade ingerida do alimento desencadeador como de quanto da enzima essencial para sua digestão a pessoa produz. Se o foco do problema é eliminado da dieta, os incômodos somem. "Já os danos causados por alergias demoram a desaparecer", diz o gastroenterologista Jaime Zaladek Gil, do paulistano Hospital Albert Einstein.


Em algum momento todos vão ter

A hipersensibilidade à lactose, causada por uma baixa de lactase (enzima essencial para o processamento do açúcar do leite), é a intolerância mais comum. Segundo estimativas brasileiras, ela atinge quase 70% das pessoas em algum momento da vida. Mas um grupo de especialistas vai além e defende que, em graus diferentes, todo mundo apresenta alguma reação alimentar adversa pelo menos uma vez na vida. "A intolerância é uma predisposição individual", define a médica Ariana Yang. Em quem já tem a tendência, o consumo excessivo de certo alimento pode dificultar a digestão, gerando um episódio. Outros fatores, no entanto, podem tornar a pessoa intolerante. De acordo com o gastroenterologista Jaime Gil, existe o risco de infecções ou cirurgias que encurtam o intestino fazerem o corpo perder a capacidade de absorver determinada substância.


Dá para comer o que causa a intolerância.

Se na alergia é essencial banir da mesa o agente causador, em quase todas as intolerâncias é possível mantê-lo no menu em pequenas porções, sem desconforto. Para tanto, é preciso descobrir, usando o método de tentativa e erro, o limiar de aceitação do organismo e evitar ultrapassá-lo. A exceção é a intolerância ao glúten, presente em pães, biscoitos, macarrão e outras massas à base de trigo. Aí a restrição total é obrigatória, pois o consumo dessa proteína por quem não a digere bem pode causar câncer de intestino. Já quem tem intolerância à lactose conta com cápsulas para repor a enzima lactase. "A proposta não é ingerir todo dia, mas dar à pessoa a chance de consumir lactose de vez em quando", explica Ariana Yang.


O leite não é o único vilão

A mais comum de todas as hipersensibilidades, a intolerância à lactose, normalmente não se manifesta logo no começo da vida, quando o organismo produz em quantidade adequada a enzima necessária para metabolizar esse açúcar. É mais frequente que o corpo perca depois, progressivamente, a capacidade de produzir lactase e os desconfortos comecem a surgir. Isso pode ocorrer ainda na infância ou só na fase adulta. Mas o leite não é o único vilão nessa seara. Nem o glúten. Os sulfitos (substâncias conservantes usadas nos vinhos), as tiraminas, presentes em queijos e chocolates, e os corantes são fontes frequentes de intolerância. E, relembrando, qualquer alimento consumido em excesso pode provocar mal-estar no sistema digestivo. "O intestino é uma verdadeira barreira imunológica", afirma a nutricionista funcional Daniela Jobst, de São Paulo.


É possível passar anos sem um diagnóstico

Como os sintomas podem ser vagos e nem sempre são contínuos, há quem passe anos - ou até a vida inteira - sem descobrir a causa de desconfortos gastrointestinais, segundo a alergista Ariana. Ao desconfiar de que é intolerante a algo, pesquise, com base em observação e testes, se existem comidas específicas que disparam os sintomas. Em seguida, procure um médico para obter um diagnóstico preciso. Manter um diário alimentar vai ajudá-la a fazer sua parte. Com as anotações, será fácil identificar o que as refeições dos dias em que a indisposição surge têm em comum. Outra maneira eficiente de achar o que faz mal é, aos poucos, excluir os alimentos suspeitos da dieta até se livrar do mal-estar. Depois, reintroduza-os, um a um, para se certificar de qual deles acende a luz vermelha. "Com a intolerância controlada, o intestino se regulariza, o humor e o sono melhoram, as doenças respiratórias somem e as dores de cabeça ficam menos frequentes", afirma a nutricionista Daniela.

Fonte: Claudia

segunda-feira, 6 de maio de 2013

INTESTINO PRESO TEM SOLUÇÃO: ALIMENTAÇÃO SAUDÁVEL E FISOTERAPIA


A constipação intestinal é um problema mais comum do que parece. O diagnóstico da constipação intestinal é muito difícil porque, na maioria das vezes, o intestino preso é um sintoma de outro problema e, quando não há outra doença, a avaliação do médico depende do que a paciente considera como “normal”.

As causas mais comuns do aparecimento e agravamento do intestino preso são a baixa ingestão de alimentos ricos em fibras e a baixa ingestão de líquidos. Além delas, podemos considerar a idade avançada, gravidez, obesidade, falta de exercícios físicos e abuso de laxantes. Portanto, ingerir bastante líquido e alimentos ricos em fibras é fundamental para prevenir e tratar a constipação intestinal.

Existem várias causas para um intestino preso: lesões e alterações na estrutura do intestino, que podem provocar o estreitamento ou diminuir seus movimentos; doenças como câncer de cólon; efeitos adversos de vários tipos de medicamentos; e até mesmo o comportamento, pois o hábito de “segurar” por muito tempo pode diminuir a sensibilidade da porção final do intestino grosso, o reto, atrapalhando a evacuação.

Quando não há nenhuma doença ou alteração no intestino, ou seja, quando o problema é só a constipação, ela pode ser classificada em 3 tipos: constipação de trânsito normal, distúrbios defecatórios e constipação de trânsito lento.

A constipação de trânsito normal é a mais comum. Neste tipo, os movimentos intestinais são normais e a freqüência de evacuação também, mas mesmo assim a paciente refere dificuldade para eliminar as fezes e, por isso, se diz constipado. Como este tipo é mais simples, geralmente é tratado com medicamentos laxativos e reeducação alimentar.

Os distúrbios defecatórios geralmente são resultado de algum problema no assoalho pélvico (os músculos que sustentam os órgãos abdominais) ou do esfíncter anal. Uma característica deste tipo é o esforço excessivo e a sensação de eliminação incompleta das fezes. Neste caso, como o problema são os músculos, o tratamento são exercícios! Exercícios específicos dos músculos da região pélvica (bacia) re-ensinam a paciente a controlar estes músculos e facilitar a evacuação. Além dos exercícios, alguns tipos de eletroterapia podem ajudar a aliviar o problema.

O terceiro tipo, a constipação de trânsito lento, é causado por um distúrbio neuromuscular do cólon, ou seja, existe um problema na comunicação neurônios-intestino e, por isso, os movimentos intestinais ficam mais lentos em todo o intestino ou só em uma parte dele. Este tipo é caracterizado por uma urgência pouco freqüente, inchaço, desconforto e dor abdominal, e as fezes geralmente são duras e secas. O tratamento é igual ao do primeiro tipo, mas em casos extremos, pode precisar de cirurgia.

Para todos os tipos de constipação, exercícios aeróbicos, como caminhada e corrida, e exercícios de força, como musculação, ajudam a regularizar os movimentos intestinais, melhorando o desconforto da paciente. Mas, e a fisioterapia, onde entra? Primeiro, no tratamento de problemas da musculatura pélvica. Existem exercícios específicos e muitos recursos que podem ajudar a paciente a melhorar o uso desses músculos e estimular a sensibilidade do reto. E, além disso, existem também técnicas de massagem que ajudam e estimulam os movimentos intestinais, melhorando seu funcionamento. Procure sempre a ajuda de um especialista para orientar qual o melhor tratamento. Lembre-se que você pode contar com a equipe de profissionais da Corpus Liber, especializados no tratamento de distúrbios do assoalho pélvico.

Fonte: Paula Leony

domingo, 5 de maio de 2013

ATITUDES QUE GARANTEM LONGEVIDADE E AUMENTAM A QUALIDADE DE VIDA



Viver por mais tempo, com qualidade, saúde e vitalidade é um dos maiores anseios das pessoas. Para isto, é imprescindível mudar alguns fatores que influenciam diretamente na longevidade, é preciso desenvolver uma reciclagem de estilo de vida. Hábitos saudáveis vivenciados durante o dia-a-dia geram benefícios a curto, médio e longo prazo. Veja a seguir algumas atitudes para garantir longevidade e poder desfrutar muitos anos cheios de energia, produtivos e felizes

Aproxime-se dos amigos 


Sair com pessoas queridas pode ajudar a manter a cabeça funcionando e o corpo jovem, afirma uma pesquisa da Universidade da Califórnia, nos Estados Unidos, que acompanhou 1,6 mil pessoas por quatro anos. A descoberta mais surpreendente do estudo é que a solidão não afeta apenas quem vive só. Dos 43% que afirmaram se sentir isolados, apenas 18% moravam sozinhos. Os cientistas enfatizam que esse sentimento é maléfico e leva ao abandono de atividades corriqueiras. Com o tempo, o corpo e o cérebro acabam sedentários, o que aumenta o risco de morte prematura. As redes sociais ajudam a fazer boas conexões em alguns casos. “Dão a pessoas mais tímidas ou com dificuldade de locomoção a chance de interação”, defende o geriatra João Toniolo Neto. Mas não substituem por completo encontros reais.


Treine seu cérebro 


Atividades mentais, como ler, escrever, jogar xadrez e dama, preservam a integridade das estruturas do cérebro, diz um estudo americano do Centro Médico da Universidade Rush e do Instituto de Tecnologia de Illinois. Já era sabido que atividades cognitivas ajudam a manter a saúde mental. O que a nova pesquisa mostra é que elas atuam de forma poderosa na massa cerebral – o que inclui as fibras nervosas, responsáveis por transportar as informações pelo cérebro. Esses treinos mentais, assim como aprender coisas novas, estimulam a regeneração celular e mantêm a rapidez nas sinapses. “Antes, a aposentadoria era muito próxima do final da vida. Hoje, não: nós ainda vivemos mais várias décadas depois de parar de trabalhar. Por isso, é essencial garantir o exercício mental nessa fase ”, afirma João Toniolo Neto. O médico Alexandre Kalache salienta: “Os hábitos ao longo dos anos respondem por 75% da qualidade do envelhecer”.


Cuide da pele 


O viço do rosto e a beleza da pele podem ser tão importantes quanto a saúde do organismo para viver mais e melhor. “Segundo a Organização Mundial da Saúde, uma pessoa saudável deve estar bem fisicamente, psicologicamente e socialmente. Ou seja, há uma relação direta com o fato de se sentir satisfeita com a aparência”, explica a dermatologista Denise Steiner, presidente da Sociedade Brasileira de Dermatologia. Não por acaso, a indústria cosmética tem investido fortemente em pesquisa e não para de lançar cremes tecnológicos, enquanto a medicina estética oferece cada vez mais tratamentos high-tech pouco invasivos para atacar os mais diversos problemas que maculam a beleza, a f lacidez da face. Uma novidade, nesse caso, é um aparelho de ultrassom focado, que penetra nas camadas mais profundas da pele, promovendo contração intensa e reposicionamento muscular. Segundo a médica, o calor atravessa a pele e estimula o colágeno, proteína que une e fortalece os tecidos. Com uma única sessão, realizada com o paciente sob anestesia tópica, o resultado dura até um ano.


Valorize seu sono 


Todo mundo sabe que dormir é importante. Mas um estudo recente, realizado no Brigham and Women’s Hospital, em Boston, nos Estados Unidos, se dedicou a tentar estabelecer uma quantidade ideal de tempo na cama. Para a autora Elizabeth Devore, sete horas de sono são suficientes para descansar o corpo e a mente. Mais do que isso – passar de nove ou não chegar a pelo menos cinco horas por noite – contribui para o envelhecimento do cérebro e pode levar à perda da memória. A pesquisadora também alerta que são maléficas as variações extremas do número de horas de sono de uma noite para outra. Ela analisou os resultados do Estudo de Saúde das Enfermeiras, que acompanhou 15 mil mulheres por cinco anos. Já outra pesquisa, feita em agosto passado, da Universidade da Califórnia, também destaca a qualidade do sono como um fator relevante na manutenção da saúde cerebral. Os cientistas concluíram que pessoas com distúrbios respiratórios ou apneia tinham o risco dobrado de desenvolver transtornos cognitivos e demência quando comparadas àquelas que não apresentavam essas condições perturbadoras do ato de dormir.


Acerte nos lanchinhos


A comida é o parceiro número 1 da vida saudável. Fique de olho nos alimentos considerados positivos porque contêm altas doses de antioxidantes – substâncias que recuperam células danificadas e retardam o envelhecimento –, como frutas vermelhas, cítricas e chá-verde. Mas sempre surge uma pesquisa nova. Uma recente revela que a pipoca apresenta mais antioxidantes do que frutas e vegetais. A explicação dos pesquisadores da Universidade de Scranton, nos Estados Unidos: ela contém apenas 4% de água, o que aumenta a concentração do que interessa. Mas calma: pipocas industrializadas ou com manteiga não contam, e a quantidade de sal, que pode comprometer a pressão arterial, deve ser observada.


Reduza as calorias


Ingerir até 25% menos do que o número recomendado de calorias para a manutenção do peso retarda o envelhecimento. Foi o que provou um estudo patrocinado pelo Instituto Nacional de Saúde dos Estados Unidos. Os adultos avaliados, todos com peso normal ou só ligeiramente acima do ideal, apresentaram menos resistência à insulina, menos alterações do colesterol e menos danos no DNA causados por oxidação. Eric Ravussin, um dos autores da pesquisa, acredita que a restrição calórica provoca uma adaptação metabólica que traz benefícios além da perda de peso. Se vai comer menos, observar a qualidade dos alimentos é básico. “Aconselho a evitar a ‘dieta branca’: macarrão, pão, açúcar e cachaça”, diz o médico Alexandre Kalache. Em tempo: o número de calorias para uma mulher de 60 quilos manter o peso é 2 mil.


Respire e relaxe 


Um estudo realizado no americano Brigham and Women’s Hospital revelou que mulheres que sofrem de ansiedade apresentam telômeros menores. Lembra da explicação do primeiro item? Eles protegem os cromossomos e, quando reduzidos, indicam risco maior de doenças graves e mortalidade. Os cientistas envolvidos na pesquisa concluíram que a ansiedade pode estimular o envelhecimento. Segundo outro estudo, da Universidade Harvard, minissessões de relaxamento reduzem o stress. Sente-se no chão com as pernas cruzadas e as mãos na barriga. Inspire contando até três e expire indo de novo até três. Repita algumas vezes. Isso ajudará a baixar a frequência cardíaca e a acalmar todo o organismo.


Tenha objetivos


Estabelecer metas na vida é essencial para crescer pessoal ou profissionalmente. Segundo um estudo recente, feito na Universidade Rush, em Chicago, nos Estados Unidos, perseguir objetivos também pode ser benéfico à saúde, pois protege o indivíduo contra o mal de Alzheimer. Após estudar o comportamento de 246 pessoas por dez anos, os pesquisadores concluíram que aquelas que se envolviam em atividades com significado e propósito se sentiam incentivadas e demonstravam melhor capacidade cognitiva do que as outras. “Para envelhecer bem, é fundamental estar inserido na sociedade. E isso só acontece quando você se mantém ativo e com projetos, sejam eles profissionais ou pessoais”, garante o médico Alexandre Kalache, presidente do Centro Internacional de Longevidade, no Rio de Janeiro.


Aumente os passos


Para suprir a necessidade de atividade aeróbica, andar pode ser o suficiente. Dar 6 mil passos por dia reduz muito o risco de diabetes e de síndrome metabólica – que é precursora de diabetes e uma ameaça à saúde cardiovascular – em mulheres de meia-idade. Essa foi a conclusão de um estudo realizado graças a uma parceria entre a Universidade Federal do Rio Grande do Sul e a Universidade de Passo Fundo, publicado na Menopause, revista da Sociedade Norte-Americana de Menopausa. “O resultado indica que pequenas mudanças no comportamento, como trocar o canal da TV sem usar controle remoto e utilizar as escadas em vez do elevador, podem mesmo fazer a diferença na prevenção de doenças”, afirma a endocrinologista Poli Mara Spritzer, coordenadora-geral da pesquisa.


Levante do sofá 


O sedentarismo é tão devastador quanto o tabagismo e a obesidade, de acordo com um estudo publicado no periódico inglês The Lancet. A boa notícia é que você não precisa ser atleta para obter os benefícios da malhação. “Os exercícios que levam à prevenção de acidentes vasculares, por exemplo, são aeróbicos moderados e continuados”, diz o cardiologista Protásio Lemos da Luz, do Instituto do Coração do Hospital das Clínicas de São Paulo. Segundo ele, o importante é se manter ativa, no seu ritmo. Mas só exercícios aeróbicos não garantem muitos anos mais saudáveis. Trabalhar os músculos é fundamental. “Eles sustentam a coluna, protegem as articulações e possibilitam a movimentação”, explica o geriatra João Toniolo Neto, da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). E frequência é mais importante do que intensidade. A recomendação é treinar por 30 minutos quatro vezes por semana.


Mantenha a concentração 


Pessoas focadas e com alto nível de atenção têm grandes chances de viver mais, como concluiu um estudo da Universidade da Califórnia, nos Estados Unidos. Publicado em novembro, ele mostrou uma associação direta entre o estado de concentração e o tamanho dos telômeros, estruturas encontradas nos cromossomos que impedem a degeneração dos genes presentes nas pontas do DNA. Quando essas estruturas ficam pequenas demais, param de funcionar e levam a doenças e à morte. Por outro lado, quanto maiores elas forem, melhor para a longevidade. Segundo a psiquiatra Elissa Epel, responsável pelo trabalho, quem costuma se engajar em atividades que exigem concentração tende a ter telômeros mais compridos. Por isso, vale começar já a aderir a tudo que peça muito foco, como assimilar algo novo. Nem precisa ser uma língua. Basta aprender a fazer um pequeno conserto nunca feito ou entender a dinâmica de um jogo.

Fonte: Claudia

sábado, 4 de maio de 2013

CAMINHAR REDUZ O RISCO DE ADQUIRIR DOENÇAS E AINDA LEVANTA O ASTRAL



Existe, sim, uma atividade física perfeita, fácil e leve de desempenhar, capaz de proporcionar saúde, beleza, boa forma e muito mais: a caminhada. "É indiscutivelmente um dos exercícios mais eficientes, que pode ser praticado por qualquer pessoa, independentemente da idade ou do condicionamento físico", garante o fisiologista e personal trainer Fábio Bernardo (SP). Se realizado com freqüência - no mínimo três vezes por semana, durante 30 minutos -, torna- se eficaz para abandonar o sedentarismo, expulsar doenças e melhorar a qualidade de vida. Nas ruas da cidade, na esteira da academia ou até mesmo na areia da praia, você pode usufruir todos os benefícios dessa modalidade (veja os programas nas páginas seguintes e comece agora!).


SAÚDE DE FERRO

Assim como a corrida e a natação, caminhar é uma atividade aeróbica que ainda tem a vantagem de ser a mais segura de todas do ponto de vista cardiovascular e ortopédico. "Até com uma passada mais rápida, dificilmente o coração será sobrecarregado. Além disso, diferentemente da corrida, o risco de lesões nas articulações, em especial nas dos joelhos e tornozelos, é bem menor", revela o especialista.

Isso sem falar que favorece muito a saúde do corpo todo: combate o colesterol ruim, estimula a circulação sanguínea, aumenta a capacidade cardiorrespiratória e a densidade óssea, favorece o controle de doenças como diabetes e hipertensão e ameniza desequilíbrios posturais e articulares. Quer mais? Até problemas como insônia e depressão melhoram com o andar constante, que ainda relaxa e proporciona bem-estar emocional, levando o mau humor e o estresse para bem longe.

Importante: caminhar também afina a silhueta. Meia hora em ritmo moderado pode enxugar até 200 calorias. Utilizando velocidade e terrenos com subidas e descidas ou elevação na esteira, é possível tonificar os músculos. "O exercício freqüente melhora o tônus das pernas, do bumbum e do abdômen", afirma Carlos Cintra, preparador físico e fisiologista do exercício (SP).


CALCULE O SEU RITMO

Mas valer-se da atividade como modalidade esportiva não é o mesmo que passear no shopping. Para ganhar condicionamento físico é preciso acelerar o ritmo cardíaco e direcionar o treino para um objetivo específico. Se quer apenas relaxar, caminhe devagar, cerca de 1 km em meia hora. Já se pretende ganhar fôlego, escolha uma passada mais acelerada e terrenos com inclinação. Assim, o metabolismo aumenta e dá para andar 2 km em 30 minutos.

Caso queira emagrecer e conquistar condicionamento físico, treine em subidas e descidas. Você caminhará cerca de 3 km em meia hora. Para queimar gordura durante o exercício, o batimento cardíaco tem de ficar entre 70% e 80% da sua freqüência cardíaca máxima (FCM). Faça a seguinte conta para atingir essa marca: subtraia sua idade de 220 batimentos por minuto (BPM), que é o máximo estimado para qualquer pessoa. Multiplique o resultado por 70%. Veja o exemplo de uma pessoa de 30 anos: 220-30 = 190. 190 x 70% = 133 BPM. Isso quer dizer que o coração deve bater 133 vezes em 1 minuto de atividade. Para controlar, utilize um freqüencímetro ou conte os batimentos apertando o pulso. O treino não pode ser intenso a ponto de impedir que você vá até o final, nem tão leve que não estimule sua função cardiorrespiratória.

sexta-feira, 3 de maio de 2013

SEXO: SENTIR DOR NÃO É NORMAL E A FISIOTERAPIA PÉLVICA PODE AJUDAR


Sentir dor durante ou após o sexo não é normal. Fingir que está tudo bem e continuar com o ato é o que algumas mulheres fazem às vezes. A dor, em condições normais, não faz parte da atividade sexual. A dor durante a relação sexual, especialmente durante a penetração, é uma condição conhecida como dispareunia. Vários fatores podem provocar o sintoma durante a penetração vaginal. Os fatores orgânicos mais comuns são as infecções e/ou inflamações, que, além de dor, podem causar também corrimento vaginal e coceira. 

As infecções, ainda, podem levar ao aparecimento de feridas, principalmente no colo uterino, local frequentemente tocado pelo pênis durante a relação sexual. Em mulheres que sofrem com essa condição, além da dor, pode vir sangramento após a relação. Outra causa de dor são as doenças do aparelho genital. Os tumores, como os miomas uterinos e cistos ovarianos, a endometriose, má formações genitais e vulvares podem causar dor.  

O ato sexual doloroso também pode estar associado a fatores emocionais potenciais. As relações sexuais prazerosas são sempre consentidas e desejadas, com um mínimo de envolvimento sentimental e com baixo nível de estresse. Quando a relação sexual é praticada sem interesse ou excitação, quando não há certeza se é isto mesmo que se quer ou quando a relação gera estresse (seja por educação repressora, medos e tabus ou insatisfação com o parceiro), ela passa a não ser mais prazerosa.

Outro distúrbio conhecido como vaginismo é causado pela contração involuntária, recorrente ou persistente dos músculos do assoalho pélvico próximos a vagina quando é tentada, imaginada ou esperada algum tipo de penetração dificultando ou impedindo qualquer introdução vaginal. Essa dificuldade pode acontecer desde uma relação sexual ou até mesmo uma simples tentativa do uso de um absorvente interno ou exame ginecológico. Dito isso, as mulheres que sofrem dessa disfunção podem ter desejo sexual mas não conseguem concluir o ato pelo medo e/ou a dor. 

Assim, embora as relações sexuais sejam fontes de prazer, são muitos os fatores que acabam levando a dor. Diante de sintomas de dor no intercurso sexual é necessário investigar as causas físicas e emocionais por profissionais da área médica e psicológica para definir um tratamento que possa contemplar o bem estar geral da mulher em sua vida sexual. A fisioterapia pélvica pode ajudar e muito no tratamento desses problemas, por isso procure um profissional especializado na área para te orientar. A Sexualidade faz parte da qualidade de vida e o tratamento tem que ser multidisciplinar, com o ginecologista trabalhando em conjunto com o fisioterapeuta e se possível com um psicólogo. 


Fonte: Minha Vida

quinta-feira, 2 de maio de 2013

DICAS PARA DORMIR MELHOR DURANTE O PERÍODO DE GRAVIDEZ


Quanto mais a barriga cresce, maior a dificuldade para ter uma boa noite de descanso. Quando o nono mês se aproxima, até falta de ar aparece. “As alterações hormonais, metabólicas e posturais da gravidez provocam desconfortos. Conforme aumenta de tamanho, o útero também começa a comprimir o estômago, os vasos sanguíneos e o diafragma”, justifica o médico Gustavo Kroger, ginecologista e obstetra da Clínica Genics, de São Paulo. Os fatores que tiram o sono das gestantes são muitos, mas alguns truques ajudam a minimizá-los. Leia a seguir as dicas dos especialistas para dormir bem e levantar disposta na manhã seguinte.


Descanse mais durante o dia


“A qualidade do sono é um reflexo do que acontece durante o dia. Por exemplo, o inchaço e a dor nas pernas, que incomodam para dormir, podem estar presentes durante o dia, mas a grávida fica distraída com outras atividades e nem se dá conta deles. Quando relaxa para dormir, os incômodos sobressaem”, explica Gustavo Kroger, ginecologista e obstetra da Clínica Genics, de São Paulo. Por isso, a recomendação do seu obstetra para fazer um repouso de pelo menos duas horas por dia com as pernas elevadas também tem efeito no seu descanso noturno. Siga esse conselho à risca!


Sal e líquidos com moderação


Fazer as refeições com pouca quantidade de sal, por exemplo, é um cuidado que reduz o inchaço e melhora o conforto na hora de dormir. Outra precaução essencial para garantir um bom descanso noturno, principalmente no final da gestação, é não ingerir muito líquido antes de se deitar. Como o útero pressiona a bexiga, a vontade de urinar várias vezes ao longo da noite pode comprometer a qualidade do sono. Afinal, quanto menos você levantar para ir ao banheiro, melhor.


Nada de exageros alimentares


Você já sabe que precisa comer de forma fracionada ao longo do dia, mas, para dormir confortavelmente, é importante também não abusar de alguns alimentos no jantar. “É bom evitar chocolate, café e chá preto, que, além de provocar azia, são ricos em cafeína, que é um estimulante natural”, alerta o ginecologista e obstetra Flávio Garcia de Oliveira, da Clínica FGO, de São Paulo. Outra recomendação é pegar leve em relação a alimentos muito gordurosos. “Na gravidez, a válvula entre o esôfago e o estômago fica mais frouxa, favorecendo o refluxo e o mal-estar quando há alimento sendo digerido. E a gordura demora muito nesse processo”, diz o médico Gustavo Kroger. Para completar, não jante em cima da hora de deitar. Dê um tempo para fazer a digestão.


Alongue-se


Segundo o obstetra Flávio Oliveira, apesar da sonolência diurna, típica do primeiro trimestre da gravidez, a insônia noturna costuma afetar muitas mulheres nessa fase. “A causa é desconhecida, mas acredita-se que a dificuldade para dormir tenha a ver com os hormônios”, diz o especialista. Faça alguns exercícios de alongamento antes de deitar, o que ajuda a relaxar e minimizar as dores nas costas. “O ideal é que, primeiramente, a gestante aprenda alguns exercícios básicos com um profissional. Depois, ela pode fazer isso sozinha”, orienta o médico Gustavo Kroger.


Banho morno


Quem não sabe que água quentinha ajuda a relaxar? Sim, o banho morno antes de ir dormir é muito eficiente para qualquer pessoa, mas na gravidez ele deve ser rápido. “O calor da água pode fazer a pressão arterial cair, o que não é bom”, explica o médico Flávio Oliveira. Aproveite o momento e deixe cair água sobre as costas. “As dores de coluna são comuns na gestação devido à ação hormonal e à mudança postural, e o banho ajuda a melhorar o incômodo”, afirma o obstetra Gustavo Kroger. Porém ele faz uma ressalva: “A temperatura não deve ser muito alta porque a grávida sente muitos calores e pode acabar se sentindo desconfortável ao deitar. Além disso, a água quente remove a gordura natural da pele, deixando-a mais sujeita a alergias e coceiras, que também incomodam”.


Suplementação de Ômega-3


“Alguns estudos mostraram que as grávidas apresentam uma redução do ácido ômega-3 no organismo. Entre as consequências dessa deficiência, está a dificuldade para dormir”, afirma Flávio Oliveira. Segundo ele, muitos obstetras já estão receitando para suas pacientes a suplementação de ômega-3 durante a gestação. “Essa medida é boa para a mulher e para o filho. O sono da grávida passa a ser muito mais tranquilo e seu bebê também dorme melhor após o nascimento”, complementa o especialista. Converse com o seu médico sobre essa possibilidade e garanta boas noites de sono para você e seu pequeno.

Fonte: Bebê

quarta-feira, 1 de maio de 2013

A FISIOTERAPIA TAMBÉM TRATA DA INCONTINÊNCIA URINÁRIA MASCULINA


A incontinência urinária masculina acontece mais comumente, associada a questões da próstata, sendo as duas alterações mais usuais: a hiperplasia benigna da próstata e o câncer de próstata.

Na hiperplasia, ocorre o aumento da próstata devido ao envelhecimento do homem, que pode levar a sintomas obstrutivos e irritativos da bexiga em decorrência da diminuição do canal uretral causado por este crescimento. Alguns sintomas apresentados por homens com o quadro de hiperplasia são: alteração do fluxo urinário, deixando o jato mais fraco; resíduo pós-miccional; esforço abdominal para urinar; incontinência urinária de gotejamento pós-miccional; aumento da frequência urinária; urgência miccional; dor no “pé da barriga”; até infecção urinária. Em alguns casos, apenas observa-se a evolução da próstata, em outros são administrados medicamentos e em outros pode ser indicada uma pequena cirurgia para desobstruir a uretra, chamada ressecção transuretral. Após esta cirurgia, alguns homens podem ficar com incontinência urinária de esforço e/ou de urgência e podem ter bons resultados com a fisioterapia pélvica. Se não for o caso de cirurgia, alguns cuidados podem ser tomados para se melhorar a função urinária.

No câncer de próstata, ocorre também o aumento da próstata, mas com o crescimento de células tumorais, que precisar ser eliminadas do organismo. Quando descoberto cedo, o tratamento costuma ter sucesso absoluto, por isso é tão importante que os homens avaliem anualmente a situação da sua próstata com um urologista. Mas os sintomas de incontinência urinária de esforço e de urgência são mais comuns nos casos onde são realizadas as prostatectomias radicais (quando comparadas com a ressecção prostática da hiperplasia). O resultado do tratamento da incontinência é variável, porque na prostatectomia a próstata é retirada completamente, carregando consigo músculos que ajudam na continência urinária. Costuma ocorrer, no mínimo, uma melhora importante do quadro de incontinência, sendo que em muitos casos alcança-se a cura.

A forma do tratamento fisioterapêutico será de acordo com as queixas de cada paciente e do seu tipo de cirurgia e evolução clínica. Utiliza-se com frequência a eletroterapia -com diversos objetivos- a cinesioterapia, o biofeedback e orientações miccionais e alimentares. O tratamento é individualizado e embora seja uma terapia indolor deve ser realizada por um profissional da fisioterapia que obtenha qualificações na área. Já que para se obter bons resultados é necessário ter conhecimentos das especificidades da área uroginecológica.


Aparelho de Eletroestimulação e Biofeedback


Se você sofre de incontinência ou conhece alguém, busque ajuda, devolva para si e para o outro a alegria de poder ter controle sobre esta função biológica básica que é o ato de urinar. Procure um profissional especialista. A Corpus Liber conta com uma equipe de profissionais especializados em fisioterapia pélvica, que engloba a prevenção e o tratamento de todas as disfunções do assoalho pélvico, em homens e mulheres de todas as idades.