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quinta-feira, 22 de agosto de 2013

Semana da gestante: o períneo na gestação, parto e pós-parto


Para começar o que é o períneo?

O períneo é o músculo q sustenta os órgãos pélvicos (na mulher o útero, a bexiga, uretra, ovários, tubas, intestino) e é também chamado de assoalho pélvico. Esse músculo tem a função de sustentar o bebe durante a gestação e, de modo geral, é responsável pela continência tanto urinária, quanto fecal.

Na gestação, esse músculo sofre sobrecargas que podem refletir em sintomas de perda urinária nas situações de esforço, tais como, tosse e espirro. E no parto normal, o períneo pode sofrer lesões devido a passagem do bebe (lacerações). No pós parto são comuns queixas de perda urinária e ou dor nas relações sexuais. 

A episiotomia pode também levar a dor na relação sexual no pós parto devido a dificuldade de cicatrizaçao e lesão no períneo. Portanto, o que devemos fazer para preservar essa musculatura na gestação, parto e no pós parto para prevenir a incontinência urinária? Para isso existem os exercícios perineais ou exercícios de Kegel que são exercícios de contração da musculatura do períneo. Esses exercícios são indicados na gestação a partir do primeiro trimestre, cerca de doze a treze semanas gestacionais. E não se preocupe, pois podem ser realizados até por volta da trigésima semana gestacional quando é mais recomendado o treino de relaxamento perineal para favorecer o trabalho de parto.


O trabalho de relaxamento do períneo é fundamental para alongar e dar consciência da força e posição no momento da expulsão durante o trabalho de parto. Sem esse trabalho de preparação aumentam as chances de laceração e indicação de episiotomia. A partir da trigésima quarta semana de gestação pode ser realizado o trabalho de preparação perineal com o epi no que é um dispositivo para massagear e alongar a musculatura do canal vaginal (canal de parto). No pós parto recomenda se o treinamento com exercícios para fortalecimento do perineo que podem ser realizados a partir da segunda semana de pôs parto e cerca de quarenta dias após a cesariana. 

Associados aos exercícios de perineo recomenda se o treinamento da musculatura abdominal com a ginastica hipopressiva que fortalece o abdome de dentro pra fora, auxilia no fechamento da diastase e melhora o posicionameto dos órgãos pélvicos prevenindo a incontinência 

No pós parto, os exercícios abdominais tradicionais podem contribuir para a separação da diastase abdominal, fraqueza perineal e dor lombar, por isso não são recomendados.

É isso ai, mamães, gostaram da informação?

Repassem esta informação adiante, pois quanto mais mulheres souberem dos cuidados que elas podem ter com a musculatura do períneo, menos chances elas terão de incontinência urinária e consequentemente menos cirurgias para incontinência serão realizadas. Além disso, um bom trabalho de períneo durante a gestação favorece um parto normal sem episiotomia e com menos possibilidades de lacerações.

Muitas mulheres ainda não sabem disso. Mas agora você sabe.

sexta-feira, 16 de agosto de 2013

SAIBA COMO APROVEITAR O VIÇO DA GRAVIDEZ E FICAR AINDA MAIS LINDA!


A gravidez é um momento propício para ficar mais bela. Isso porque os níveis de hormônio feminino estrógeno aumentam muito durante a gestação. Carla Bortoloto, dermatologista clínica e cirúrgica do Instituto de Pesquisa e Tratamento do Cabelo e da Pele, explica que o estrógeno deixa a pele mais viçosa, o cabelo mais grosso e as unhas mais saudáveis. Soa estranho associar o belo ao corpo das grávidas diante do ideal de beleza que exige medidas cada vez mais enxutas. Vale ressaltar, entretanto, que tudo tem seu tempo. A natureza feminina é cíclica. Com a gestação, você vai engordar, mas a amamentação contribui para seu emagrecimento.

Thais M. Medeiros Barrall, professora de ginástica para gestantes, acredita que viver o momento da gestação, sentindo a força dos hormônios femininos, melhora a autoestima. "O corpo todo se abre, durante 42 semanas, e a natureza precisa do mesmo tempo para fechar esse ciclo. É bom deixá-la agir antes de tomar decisões mais rápidas e práticas para recuperar a antiga aparência", aconselha. O estrógeno não traz só vantagens. Suas taxas nas alturas contribuem para a formação de estrias. "Elas ocorrem por diversos fatores e, fisiologicamente, 90% das ocorrências estão relacionadas ao ciclo feminino e à ação hormonal", explica.

Para evitar o efeito indesejado, a palavra-chave é hidratação - água, hidrante e protetor solar, para prevenir manchas na pele. As gestantes são mais propensas ao problema devido ao aumento da produção de melanina, a substância responsável pela pigmentação da pele nesse período. Por isso, Carla recomenda FPS 30, no mínimo. Outro alerta importante: os cremes para grávidas não devem ter ureia na composição. A maioria dos hidratantes específicos já vem sem o ativo, mas não custa checar o rótulo.

A dupla "circulação e respiração" também dá uma mãozinha à boa aparência. Grávidas que se hidratam, ativam a circulação e respiram corretamente se sentem bem e, consequentemente, mais belas. Há ainda outros segredos de beleza, válidos para qualquer futura mamãe. Leia abaixo outras dicas para se tornar uma grávida ainda mais bonita.

Peso e inchaço: você já sabe sobre a importância de prevenir o peso excessivo, mas não custa repetir que alimentos ricos em açúcares, como doces e refrigerantes, são muito calóricos e pobres em vitaminas e minerais. Fast food e cafeína estão na lista de itens que devem ser evitados. A cafeína pode causar desidratação, insônia e irritabilidade.

Carnes cruas e malpassadas também devem ficar fora do cardápio e vale reduzir o consumo de sal. Não se esqueça das palavras-chave da beleza: hidratação, circulação e respiração. Não é por acaso que caminhada, alongamento, hidroginástica e natação são as atividades físicas mais recomendadas para as grávidas, já que trabalham, justamente, esses aspectos. Há ainda ioga e pilates. Na área estética, a drenagem linfática, realizada por fisioterapeuta, também contribui para reduzir o inchaço.

Thais emprega exercícios circulatórios para prevenir edemas. "São atividades que funcionam como uma drenagem linfática, de dentro para fora, ativando a circulação e diminuindo o inchaço", explica. Beber água mineral e comer pouco, diversas vezes por dia, continua sendo a dica de todos os especialistas para um peso saudável e menos inchaço.

Acne: a maioria das grávidas se afasta dos dermatologistas com receio de prejudicar o bebê, mas há tratamento de pele para casos da acne gravídica. O dermatologista Adilson Costa recomenda o peeling de cristal, uma técnica que causa uma microabrasão na pele, eliminando os cravos e evitando as acnes inflamatórias. A limpeza de pele, no entanto, pode evitar a necessidade do peeling de cristal e, segundo o dermatologista, deve ser feita a cada 60 dias. O uso de sabonete antiacne, sem ácido salicílico e enxofre, duas vezes ao dia, também é recomendado.

Cabelos: a natureza ajuda os cabelos durante a gestação. Nessa fase, eles nascem, crescem e morrem. Carla Bortoloto explica que, na gravidez, os cabelos tendem a ficar mais brilhantes e volumosos, justamente em função dos fios novos. "É a fase anágena, que deixa os fios dos cabelos mais cheios e íntegros", explica o dermatologista Adilson Costa. Depois da gravidez, ensina o dermatologista, ocorre a fase telógena, em que há a queda dos cabelos. A boa notícia é que o pós-parto não dura a vida inteira. Quem tinge o cabelo não precisa mais ficar com os fios brancos expostos durante a gestação. Carla explica que as tinturas que continham metais pesados não estão mais disponíveis no mercado. "Todas as tinturas estão liberadas pela Anvisa", informa a dermatologista. Já as escovas progressivas são proibidas.

Unhas: a gestação também favorece as unhas no início. Adilson Costa, no entanto, alerta para os casos em que elas se tornam frágeis devido à compressão dos vasos sanguíneos, o que diminui a irrigação na matriz. O resultado é a desnutrição. Duas recomendações importantes: uso do complexo B e de meias elásticas. "As meias controlam o peso e evitam o processo de desnutrição", sugere Costa. Os esmaltes são liberados.

Corpo: a alimentação saudável é de praxe, mas a escolha da roupa certa e um segredinho de maquiagem podem fazer a diferença. Cores alegres, decotes império, lenços, chapéus e cintos valorizam o corpo da gestante. Vestido longo e calça legging são considerados curingas da gravidez. Outra dica é utilizar sombra ou blush marrom-claro, em toda extensão do maxilar, para afinar o rosto.

Dente: mesmo com a limpeza diária e o uso de enxugatório bucal e fio dental, é possível que a grávida tenha mau hálito. Uma das razões é o refluxo causado pela compressão do estômago pelo útero. O dentista Thiago Pereira, de São Paulo, explica que, além da higienização, é importante se alimentar com maior frequência, em pequenas porções, reduzindo o volume no estômago. O dentista avisa que o refluxo reduz o pH da boca e pode causar gengivite, o que também provoca a halitose.

Fonte: Bebê Abril

quarta-feira, 24 de julho de 2013

VEJA COMO TRATAR AS LESÕES QUE PODEM OCORRER APÓS O PARTO


Durante a passagem do bebê a MAP (músculo do assoalho pélvico) é distendida mais de três vezes acima de sua capacidade normal de resistência. Ainda, durante o encaixe e expulsão do bebê, a inervação local sofre um longo período de compressão. A compressão contínua de uma inervação dificulta sua oxigenação e pode comprometer seu funcionamento. Na prática, um nervo lesionado leva ao mal funcionamento das estruturas inervadas por ele, no caso, a MAP, bexiga, uretra, vagina e esfíncter anal. De fato, estudos vêm mostrando que a função elétrica (funcionamento) do nervo pudendo (que inerva a região uro-genital) é reduzida em mulheres que tiveram partos, especialmente partos normais.

Mas, normalmente, as lesões por compressão nervosa tendem a regredir em algumas semanas ou, nos casos de partos mais demorados, logo nos primeiros meses. Já para os casos de lesão muscular ou ligamentar, a correção normalmente precisa ser cirúrgica. Em alguns casos, mais brandos, exercícios específicos de fortalecimento da MAP podem fazer com que essa musculatura melhore a sustentação dos órgãos pélvicos, não necessitando cirurgia.

Não é difícil imaginar que se a MAP contrair-se durante a passagem do bebê, a lesão pode ser maior. Desta forma, mulheres que exercitam regularmente sua MAP, apresentando assim um grau maior de coordenação motora e controle da musculatura, apresentam grande vantagem. Mulheres que dominam os exercícios perineais têm maior facilidade em relaxar a MAP para permitir a passagem mais tranquila do bebê, e ao mesmo tempo contrair os abdominais, ajudando na expulsão. A respiração lenta e profunda trabalhada nestes exercícios ajuda a economizar energias para o momento da expulsão.

Para o parto normal, o movimento exigido da mulher é exatamente o mesmo utilizado na segunda etapa dos exercícios com o ben wa: contração da musculatura abdominal e relaxamento da MAP. Contudo, exercícios não orientados durante a gestação oferecem grande risco, e portanto só são indicados com o aval de um profissional competente.

Outra técnica útil na preparação para o parto vaginal é a massagem perineal. Quando realizada de maneira correta, no período certo e com frequência adequada ela tende a aumentar na elasticidade e alongamento da entrada da vagina, importante para o momento da passagem do bebê. Pode-se inclusive minimizar ou até evitar a necessidade de episiotomia (pequeno corte realizado pelo obstetra na entrada do canal vaginal para facilitar a passagem do bebê).

Fonte: Perineo.net

sexta-feira, 12 de julho de 2013

ENTENDA A FUNÇÃO DO ASSOALHO PÉLVICO NO MOMENTO DO PARTO


A gestação é um período de grandes mudanças corporais e psicológicas na vida da mulher. Apesar de natural, este estado exige alguns novos cuidados para com a saúde. Hoje já é sabido que, dentre estes cuidados, os exercícios para a musculatura do assoalho pélvico (MAP) são indispensáveis.

A MAP fecha a parte inferior da pelve. Por este motivo eles acabam sustentando o peso dos chamados órgãos pélvicos (útero, ovários, bexiga, etc), mantendo-os em suas posições normais dentro da cavidade pélvica, e sendo exigidos constantemente durante toda a vida a mulher para estabilizar qualquer tipo esforço, por menor que seja. Os órgãos são sustentados por ligamentos e fáscias (elásticos biológicos que prendem os órgãos aos ossos). Como qualquer elástico, os ligamentos e fáscias não podem ser submetidos a tensão constante: eles podem ser exigidos apenas em períodos curtos de tempo. Do contrário eles vão sofrendo microlesões e por fim podem vir a ser rompidos. Quem evita este tipo de sobrecarga, e portanto de lesão, é justamente a MAP, que contrai-se vigorosamente empurrando os órgãos para cima durante os esforços, protegendo o trabalho dos ligamentos.

Quando a MAP está fraca os ligamentos são lesionados e falham em sua função de sustentação. Então os órgãos saem de sua posição natural (descem), ocasionando problemas como os prolapsos genitais e a incontinência urinária, comuns em mulheres em todas as faixas etárias. No entando, estes problemas são muito mais comuns em mulheres com um ou mais partos.

Durante a gestação, como se pode imaginar, a sobrecarga na MAP é radicalmente aumentada. Afinal, além de sustentar o peso constante dos órgãos pélvicos agora ela precisa sustentar todo o peso do bebê e dos anexos embrionários (placenta, líquido amniótico, etc), durante todo o dia - especialmente quando a mulher está em pé ou sentada. Por este motivo seria ideal que a mulher, ao planejar ter filhos, treinasse sua MAP antes e durante a gestação. Os treinos de força, de coordenação motora da MAP e a massagem perineal são exemplos de terapias bastante úteis para minimizar os problemas descritos. Ainda, é importante lembrar que problemas como incontinência urinária e prolapso genital podem surgir tanto no pós-parto imediato quanto tardiamente (anos depois).

Durante a gestação, MAP fortes oferecem um apoio maior ao útero, o que reduz a pressão sobre a bexiga e diminui as dores lombares, comuns neste período; evitam a sobrecarga nas fáscias e ligamentos, reduzindo o risco de prolapso genital e garantem uma recuperação mais rápida e tranquila após o parto.

Importância da MAP no parto vaginal ou cesário
O maior causador de lesão do assoalho pélvico é o parto. As lesões que originam os prolapsos genitais, por exemplo, podem ser visualizadas em mulheres que têm filhos, mas quase não são encontradas nas mulheres sem filhos, o que indica que o parto deve ser o maior responsável por estas lesões. Mas ao contrário do que se pode imaginar, não é o parto normal o único responsável por este tipo de lesão. As lesões do assoalho pélvico ocorrem duranto o segundo estágio do trabalho de parto (ou período expulsivo), onde as contrações uterinas mais fortes fazem com que a cabeça do bebê seja projetada repetidamente contra o assoalho pélvico. É neste período que acontece a dilatação do colo uterino.

É importante frisar que o período expulsivo está presente tanto no parto normal quanto na maioria dos partos cesários. É comum que a cesária seja inciada quando o colo uterino já começou a se dilatar, ou seja, com o período expulsivo já inciado. Em suma, ao serem alcançados os nove centímetros de dilatação do colo uterino, o que havia para ser lesionado já o foi. Músculo preparado corre menos risco de lesão. Assim, a mensagem que fica é que, tanto para o parto normal quanto para a cesariana, a MAP deve ser preparada - com exercícios. Em conjunto, os treinos de força, de coordenação motora da MAP e a massagem perineal durante a preparação para o parto, todos executados por fisioterapeuta especializado, podem minimizar em muito os riscos.

Fonte: Perineo.net

quinta-feira, 4 de julho de 2013

A BOLSA ESTOUROU! E AGORA? SAIBA O QUE FAZER NESSE MOMENTO


Diferentemente do que pensam muitas mulheres, nem sempre o rompimento da bolsa é o primeiro sintoma do trabalho de parto. “Apenas 10% das grávidas em final de gestação têm a ruptura repentina, antes de o processo propriamente dito começar-- E vivenciam aquela “cena de novela”, encarando o aguaceiro. Na maioria das vezes, a bolsa se rompe durante o trabalho de parto”, explica a ginecologista e obstetra Daniela Moreira, de São Paulo.

Seu colega Jorge Góes, também da capital paulista, complementa: “São as contrações do útero que normalmente sinalizam que é chegado o momento de dar à luz . Mas, se a mulher sentir ou desconfiar que está perdendo líquido amniótico em qualquer momento da gestação, deve procurar um hospital. O mesmo vale caso ela perceba que  a bolsa estourou, porque isso significa que ela já está ou vai entrar em trabalho de parto”.

De forma geral, depois que a bolsa se rompe, o parto ocorre, no máximo, em 48 horas. No entanto, alguns obstetras optam por induzir o nascimento logo em seguida. “Se  o bebê estiver maduro, o ideal é não prolongar a espera”, diz Daniela. Mas, para isso, o pré-requisito é que a mulher esteja com, no mínimo, 34 semanas de gestação. Antes de completar esta idade gestacional, se não houver sinal de sofrimento nem de infecção para a mãe e bebê, o parto é adiado. Podem ser necessários medicamentos para segurar o bebê mais um pouco dentro do útero. Como o líquido amniótico continua a ser produzido pela placenta, a mulher terá de ficar em repouso para mantê-lo. Então, calma: a enxurrada não significa que o bebê irá nascer imediatamente! O obstetra é quem irá avaliar a necessidade de fazer o parto ou esperar mais um pouco, em condições controladas para evitar infecções.

A sensação
Quando a bolsa estoura, a mulher sente um líquido quente escorrendo pelas pernas.  “O processo é indolor. É como se estivesse fazendo xixi, mas sem controle do fluxo”, explica a ginecologista obstetra Tânia Schupp, de São Paulo. “O líquido amniótico é transparente e tem um odor parecido com o da água sanitária”, descreve Daniela. Dessa forma, é importante reparar: caso o líquido esteja com alguma coloração ou sangue, a mamãe deve avisar imediatamente ao médico. Pode estar ocorrendo um descolamento de placenta ou algum outro tipo de lesão.

O que fazer?
Mantenha a calma. Se o líquido for claro, coloque um absorvente, ligue para o seu ginecologista, tome um banho e peça para alguém te levar para a maternidade. Se o líquido estiver escuro, apresse-se e vá rapidamente ao hospital.

Na maternidade
Ao chegar ao hospital, o médico irá avaliar o histórico da gestante, assim como o seu estado. Se a mulher não possuir contraindicações para um parto normal, acompanha-se o trabalho de parto por meio das contrações, do bem-estar fetal, das dilatações e da descida do feto pelo canal de parto. A dilatação é medida por meio do exame de toque, quando o médico introduz dois dedos na vagina da gestante. “Dez centímetros é o total necessário para que a cabecinha do feto passe”, explica Jorge. Caso a mamãe não atinja esta abertura, é realizada uma cesárea.

Afinal, qual o primeiro sintoma do trabalho de parto, então?
Na realidade, o primeiro sintoma do trabalho de parto são as contrações do útero. Elas doem, começam com intervalos de 5 minutos e vão aumentando a frequência conforme a evolução do quadro. As contrações uterinas duram mais ou menos quarenta segundos. A dor se assemelha à de uma cólica menstrual. Conforme vai se aproximando a hora de parir, as dores e as contrações vão ficando mais fortes. Segundo  Jorge, “quando ocorrem duas dores fortes em um período de dez minutos, caracteriza-se o trabalho de parto”.

Fonte: Bebê Abril

quinta-feira, 27 de junho de 2013

ESTRIAS NA GRAVIDEZ: VEJA COMO PREVENIR OU AMENIZAR OS EFEITOS


Chega a época da gravidez e eis que surgem vilões para atormentar a vida da mamãe: as estrias. São temidas pela grande maioria das futuras mamães e se instalam principalmente na região abdominal e dos seios. O bom é saber que tem como reduzir ou até prevenir o aparecimento das estrias, desde que haja cuidados na pele antes, durante e depois da gestação. As estrias, explica a fisioterapeuta Renata Silvestrin, são cicatrizes ocasionadas pelo rompimento das fibras elásticas e de colágeno geradas por estiramento excessivo ou rápido da pele e por mudanças hormonais que acontecem durante a gravidez.

Mulheres que tem mães ou avós com estrias ou que tiveram durante a gravidez estão mais propensas ao aparecimento dessas pequenas cicatrizes. O estiramento excessivo ou rápido da pele pode ocorrer durante a gravidez com um grande aumento de peso e esse é o motivo principal do aparecimento das estrias, principalmente aliado com o fator hereditário. "Com o rompimento das fibras, o sangue inunda a região, formando uma pequena cicatriz avermelhada e com o passar do tempo se tornam mais claras e mais difíceis de serem tratadas", conta Renata Silvestrin.

Cuide bem da pele e controle o peso 
A pele tem que estar hidratada para que as fibras de colágeno e elastina agüentem a pressão que o crescimento da pele faz durante a gravidez, principalmente na região da barriga e seios. Produtos que contenham em sua fórmula uréia (máximo 3%), lactato de amônia, colágeno, elastina, vitamina E e óleos vegetais são recomendados antes da gravidez e durante a gravidez. Mulheres com predisposição ao aparecimento das estrias podem diminuir o rompimento das fibras, mas dificilmente irá evitá-las totalmente. As que não têm esse histórico podem até se privar da convivência com essas cicatrizes.

Durante a gravidez, o ideal é engordar somente o recomendado, isto é, até 12 quilos durante os nove meses para evitar o excessivo estiramento da pele. O uso dos hidrantes deve continuar ou ser começado assim que souber da gravidez pelo menos duas vezes por dia, de manhã e à noite. Cuidado ao utilizar o hidrante nos seios: a região dos mamilos deve ser evitada, pois estão se preparando para a amamentação e o uso do hidratante pode deixá-los com a pele mais fina e sensível podendo ser causa das rachaduras durante a sucção do bebê quando nascer.

"Nutrindo e hidratando a pele antes e depois da gravidez e não engordando demais durante a gestação são atitudes essenciais para alguns tratamentos em clínicas estéticas e dermatológicas pós-gravidez e até pós-amamentação que podem melhorar e muito o aspecto das estrias que aparecerem durante o período da gestação", informa a fisioterapeuta. Os tratamentos devem ser indicados por profissionais especializados e a maior parte deles só poderá ser realizado após o período de amamentação. O objetivo é estimular a produção de novas fibras de colágeno e elastina na região das estrias deixando-as mais finas e menos aparentes.

Escolha boas roupas - As roupas íntimas devem ser confortáveis, ajudando na prevenção das estrias. Os sutiãs devem ser reforçados, suportando o crescimento e o peso que aumentam significativamente durante a gestação.

Fonte: Guia do bebê

quinta-feira, 20 de junho de 2013

ESPECIALISTAS INDICAM O QUE INCLUIR NO PRATO DURANTE A GESTAÇÃO


A gravidez é um período que exige mil e um cuidados com a saúde da futura mãe e do bebê. Dentre eles, vários têm a ver com a alimentação da mulher. Primeiramente porque ela precisa estar saudável para encarar os nove meses bem e depois porque tudo o que ingere, de alguma forma, impacta no desenvolvimento da criança. A seguir, especialistas indicam o que incluir nas refeições:

Carnes vermelhas e carnes brancas: patinho, lagarto, sardinha, dentre outras carnes consideradas magras, são importantes para garantir que não falte ferro no organismo da gestante. Ele é essencial para evitar que a mulher desenvolva anemia depois do nascimento do bebê, já que ela perde muito sangue durante o parto. Thaís Ibitinga, nutricionista da Santa Casa de São Paulo, afirma que o nutriente também é essencial porque atua na formação dos músculos e das células sanguíneas do bebê 

Leite e derivados: fornecem cálcio, nutriente que a mulher perde durante a gestação para garantir a formação dos ossos e dos músculos do filho. "É possível escolher entre o leite desnatado e o integral e consumir alimentos como queijos brancos, tofu e outros derivados de soja enriquecidos pela indústria com cálcio", diz a ginecologista e obstetra Karen Abrão.

Folhas verde-escuro: espinafre, escarola e rúcula, por exemplo, não só abastecem o organismo com ferro, como também ajudam na reserva de ácido fólico, item importantíssimo para impedir que o bebê desenvolva defeitos de formação no sistema nervoso. "Além da alimentação, a Organização Mundial de Saúde (OMS) recomenda que as gestantes tomem doses suplementares desse componente, em cápsulas, mas tê-lo no prato é válido também", diz a ginecologista e obstetra Karen Abrão. "Verduras, tal como os legumes, ainda são ricas em fibras, o que ajuda o trânsito intestinal, já que gestantes têm mais chances de apresentar constipação", diz Viviane Laudelino Vieira, nutricionista da USP.

Frutas: ricas em vitaminas e minerais, ajudam a manter o equilíbrio metabólico e são integrantes importantes para diversos processos biológicos que fazem a manutenção celular do corpo da mulher. "O ideal é que a grávida coma três frutas diferentes por dia, pois cada uma é rica em determinadas vitaminas", diz a ginecologista Karen Abrão. "A laranja, por exemplo, tem vitamina C, que ajuda o organismo a absorver melhor o ferro proveniente de outras fontes", afirma a nutricionista Viviane Laudelino Vieira. Um cuidado importante a ser tomado por conta do consumo de frutas é com a higienização. Tal como as verduras e os legumes, elas devem ser muito bem lavadas e higienizadas com solução de hipoclorito de sódio própria para o fim, antes de serem levadas à mesa.

Gengibre: indicado para evitar e combater enjoos porque tem 6-gingerol, que alivia os músculos gastrointestinais. "Basta cortar o gengibre em lascas e mascá-las", fala a ginecologista e obstetra Karen Abrão. Ela também recomenda a ingestão de alimentos secos, frios e sem odor forte, como cenoura crua. A nutricionista Viviane Laudelino Vieira ainda soma à lista outros alimentos cítricos, como abacaxi, limão e morango para trazer alguma sensação de alívio no caso de a gestante se sentir enjoada.

Leguminosas: feijão, grão de bico, soja e lentilha são fontes de ferro, proteínas e fibras. Eles contribuem para a formação dos tecidos e do sangue do bebê.

Cereais: garantem dose extra de energia para a futura mãe. Thaís Ibitinga, nutricionista da Santa Casa de São Paulo, afirma que é bom que o corpo seja abastecido com esses alimentos para evitar que ele pegue energia de gorduras e proteínas, deixando esses itens para serem usados para o desenvolvimento da criança no útero da mãe 

Fonte: Uol

quinta-feira, 13 de junho de 2013

SEXO NA GRAVIDEZ: SAIBA O QUE É VERDADE E O QUE É MITO!


O que vai ser da sua vida na cama quando a gravidez chegar? As respostas nem sempre são óbvias. Respondemos algumas das principais dúvidas sobre sexo e gestação.

O desejo diminui?
Depende. A culpa é da oscilação hormonal durante a gestação, que pode afetar a libido de diferentes maneiras. "Os seios e a vagina mais sensíveis podem ser um estímulo ou um obstáculo à vontade de transar", fala o ginecologista Domingos Mantelli Borges Filho, de São Paulo. Além disso, como se sentem pouco atraentes, algumas grávidas evitam o sexo. O importante é ficar atenta ao seu corpo.

Vou ter orgasmo normalmente?
Sim! A dificuldade para chegar lá pode ser explicada por ansiedade, medo de machucar o bebê ou desconforto por causa da barriga ou da sensibilidade dos órgãos genitais, mas não há nenhum impedimento biológico para o prazer.

A transa machuca o bebê?
Não. "O feto é protegido por uma bolsa de líquido aminiótico e pelo muco presente na parede do colo do útero", explica o médico. Ou seja, o risco do pênis incomodar o bebê é mínimo.

Fonte: Mdemulher

quinta-feira, 6 de junho de 2013

SAIBA QUAIS PRODUTOS PODEM SER USADOS DURANTE A GESTAÇÃO


Quando a mamãe fica sabendo que está grávida surgem inúmeras dúvida sobre o que ela pode ou não fazer que poderia prejudicar ela ou o bebê. Em geral, gestantes devem sempre tomar muito cuidado antes de fazer tratamentos ou usar qualquer produto de beleza, seja na pele ou no cabelo. Dependendo da quantidade e frequência de uso de certos produtos proibidos para gestantes há graves riscos para o bebê, inclusive de aborto e malformação fetal. Portanto, antes de usar qualquer produto de beleza é recomendado que a mamãe consulte seu médico. O especialista também poderá informar quais são liberados a partir do segundo ou terceiro trimestre da gestação. Para esclarecer algumas dúvidas das futuras mamães, selecionamos as mais comuns que foram respondidas pela Dra. Maria Fernanda Gavazzoni, dermatologista da Santa Casa de Misericórdia do Rio de Janeiro.

Descoloração de pelos
Gestantes só podem descolorir os pelos com água oxigenada. O que deve ser levado em conta é que a pele da gestante pode estar mais sensível e esta prática pode causar irritação.

Bronzeador e protetor solar
Gestantes podem e devem usar filtros solares ou bloqueadores diariamente. Bronzeadores não são indicados para nenhuma pessoa. É bom lembrar que existe um protetor solar ideal para cada tipo de pele. O mais adequado é que a gestante procure a orientação de um dermatologista para saber qual o produto certo para ela durante a gestação, quando a pele pode sofrer alterações.

Esmaltes e Acetona
As soluções removedoras de esmaltes que contém concentração máxima de 50% de acetona em sua fórmula e esmaltes podem ser usadas durante a gestação e a amamentação sem problemas.

Depilação
Não há restrições para depilação com cera, tanto fria quanto quente, e lâminas durante a gestação. Porém, é bom evitar o uso de cremes depilatórios à base de tioglicolato, pois pode haver absorção da substância pela pele. A depilação a laser é proibida na fase gestacional, mas não há contraindicação na fase da amamentação.

Cosméticos
Todo produto registrado como cosmético não pode ter restrições para gestantes ou mamães amamentando. Sob o ponto de vista dermatológico, o certo é consultar um especialista para indicar os melhores produtos para cada tipo de pele.

Cosméticos anti-idade
Está proibido às gestantes o uso de produtos que contenham em sua fórmula ácido retinoico, ácido glicólico e hidroquinona.

Gel redutor
Apesar de não haver contraindicação na bula, a maioria dos médicos recomenda evitar géis redutores e outros produtos que possam provocar irritação na pele ou calor local, pois podem gerar uma vasodilatação intensa e alterar a pressão arterial da gestante.

Hidratante e óleos para banhos
Qualquer hidratante usado não pode conter ureia acima de 3%. Os demais hidratantes, em geral, não apresentam problema, mas o ideal é que seja prescrito pelo dermatologista.

Xampu normal, anticaspas, contra piolhos
Não há problema em usar xampus comuns. Mas, em geral, xampus de tratamento anticaspa ou contra piolhos não são registrados como cosméticos e sim como medicamentos. Em muitos casos, o xampu anticaspa contém uma substância que não deve ser usada na gravidez, o Cetoconazol. Xampus para tratamento antiparasitários não devem ser usados na gravidez, mas, o médico pode recomendar algum outro tipo de tratamento nesta fase.

Uso de sabonetes de tratamento no próprio corpo e em animais
Sabonetes e xampus antiparasitários não podem ser usados. Sabonetes antissépticos podem alterar a flora bacteriana normal da pele e não devem ser usados sem receita médica por nenhuma pessoa, principalmente se o uso for prolongado. Em caso de necessidade de uso, a gestante poderá usar sabonete de Clorexidine, mas a concentração será estabelecida pelo médico assistente. A gestante não deve manipular nenhuma substância antiparasitária (contra pulgas, carrapatos e outros) para tratamento de animais, pois poderá haver absorção do produto através da pele.

Esfoliantes para pés e mãos 
Contanto que não haja concentração de ureia acima de 3%, cremes, géis e sabonetes esfoliantes podem ser usados sem riscos pela gestante.

Pintar e alisar os cabelos
Não é permitido tintura, tonalizante ou alisante durante a gravidez, apenas os reflexos com água oxigenada. Na fase de amamentação podem ser usadas as tinturas, tonalizantes e alisantes químicos convencionais, que utilizam tioglicolato de amônia, guanidina e hidróxido de sódio ou lítio. Escovas progressivas para alisamento dos cabelos que levam formol são proibidas nas fases de gestação e amamentação. O importante é que os produtos utilizados não contenham resorcina, metais pesados, como o chumbo, ou hidroquinona, componentes normalmente encontrados em alisantes ou tintas de cabelos. Existem produtos feitos especialmente para futuras mamães, que são livres de agentes nocivos. O importante é consultar sempre o médico antes de utilizar qualquer produto.

Laser, botox e bronzeamento artificial
Gestantes não podem fazer nenhum tratamento de laser, botox ou bronzeamento artificial.

Tratamento para micoses
Há algumas substâncias usadas em tratamento para micoses que só o médico pode prescrever. Todos têm certo grau de risco e deve-se pesar o benefício do seu uso e em qual período da gravidez poderá ser utilizado.

Clareamento dental
Clareamento dental, seja com produtos químicos ou laser, não é recomendado durante a gestação. A gengiva da gestante fica mais sensível, por isso mais propensa a sangramentos, o que pode gerar uma inflamação grave, ou até uma infecção. Geralmente, o que os dentistas fazem nesse período é uma limpeza leve.

Intervenções cirúrgicas, plásticas ou lipoaspiração
Em hipótese alguma podem ser realizadas. As cirurgias podem ser abortivas e só são efetuadas em casos de extrema urgência.

Fonte: Guia do Bebê